Livro de autor mineiro será usado no Brasil e exterior no combate ao racismo, a xenofobia e ao preconceito racial

A arte negra não atua apenas como representação estética, ela opera como um verdadeiro instrumento de reexistência, educação e emancipação política. Diante do recrudescimento do racismo, do preconceito e da xenofobia no cenário global pós-Copa do Mundo, a obra e as reflexões de Evandro Passos trazem à tona o papel fundamental que a criação artística e o pensamento acadêmico desempenham na desconstrução dessas estruturas de violência.

No livro “Dança Afro-Brasileira: Identidade e Ressignificação Negra”, Evandro afirma que a arte não é apresentada como mero espetáculo, mas como um espaço legítimo de produção de conhecimento, memória e cura histórica. E mostra como as contribuições da arte negra são importantes no combate ao racismo. Historicamente, o racismo tentou desumanizar e inferiorizar o corpo negro. A dança afro-brasileira e as manifestações artísticas de matriz africana invertem essa lógica. O corpo que dança retoma sua narrativa, transformando estigmas em orgulho, potência e identidade. Os movimentos, o ritmo e a corporeidade preservam saberes ancestrais que a história oficial muitas vezes tentou apagar.

A obra do Mestre Evandro Passos traz elementos importantes que mostram como a formação educacional e antirracista através da arte é eficaz. A inserção da reflexão sobre a arte negra em escolas, universidades e espaços comunitários, esporte fortalece a implementação de diretrizes educacionais antirracistas. A literatura e a prática artística oferecem subsídios pedagógicos para discutir a diversidade étnico-racial de forma sensível e profunda. Desconstroem estereótipos desde a infância, promovendo o respeito e o pertencimento. E traz um diálogo transnacional e combate à xenofobia.

Os convites e a circulação internacional de obras como a de Evandro Passos demonstram como a arte ultrapassa fronteiras geopolíticas. A arte negra brasileira dialoga com a diáspora africana global, criando redes internacionais de solidariedade e enfrentamento à discriminação. “A dança afro-brasileira não é apenas movimento é linguagem, é resistência codificada e é uma ferramenta ativa de reexistência contra todas as formas de opressão.

Evandro Passos inicio as palestras e lançamento de seu livro na Universidade de Paris 8 em Paris e a partir do segundo semestre viaja aos Estados Unidos, sede da última copa, local onde vários incidentes racistas aconteceram. No Brasil irá atuar junto a torcidas organizadas.